Estudo sobre dízimos e ofertas 

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Neste estudo sobre dízimos e ofertas fizemos um levantamento histórico sobre o assunto. Pois os jovens e adolescentes se interessam muito pelos ensinamentos que sejam mais “palpáveis”, pois o conceito espiritual já aprendem nos cultos comuns. Há muitos se discute a natureza e importância dos dízimos e ofertas. Esta é uma prática já conhecida pelas civilizações antigas; os gregos, romanos, cartagineses e os árabes praticavam o dízimo e, assim como com os hebreus, essa prática fazia parte da piedade religiosa. 

Quando falamos de dízimos e ofertas, devemos ressaltar que sob a ótica teológica, ouvimos falar de dízimos na bíblia pela primeira vez, com os Hebreus, antes da lei mosaica, Abraão deu dízimo a Melquisedeque, rei de Salém (Gênesis 14:18 a 20) dos despojos que trouxe da guerra. Não se menciona por qual motivo Abraão deu o dízimo, nem que ele era obrigado a fazer isso. 



Mais tarde, esta prática foi inserida na lei (Levíticos 27: 30 a 32) e os hebreus passaram a entregar os dízimos aos levitas para que fossem, uma parte ofertados ao Senhor e a outra para a alimentação e manutenção do ministério levítico, dos estrangeiros, dos órfãos e das viúvas (Levíticos 18:21 a 32 e Deuteronômio 26:12 a 13). 

Um dos assuntos mais procurados por evangélicos na internet é um estudo sobre dízimos e ofertas no Novo Testamento. Não se ordenou aos cristãos do primeiro século o pagamento de dízimos. O objetivo primário do arranjo do dízimo, sob a lei, era sustentar o templo e o sacerdócio de Israel. Os sacerdotes levitas continuaram a servir no templo em Jerusalém até que este foi destruído em 70 d.C., mas os cristão já não mais estavam fazendo contribuições dizimais por obrigatoriedade, porque tornaram-se parte de um sacerdócio espiritual não sustentado obrigatoriamente por dízimos (Romanos 6:14; Hebreus 7:12 e 1 Pedro 2:9). 

Como cristãos, foram incentivados a dar apoio ao ministério cristão, tanto por sua própria atividade ministerial, como por contribuições materiais. Em vez de darem quantias fixas, específicas, para custear as despesas congregacionais, deviam contribuir “segundo o que a pessoa tinha” dando “conforme propôs em seu coração”, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama quem dá com alegria (2 Coríntios 8:12 e 9:7). 

A única menção que Jesus fez sobre o dízimo foi em Mateus 23.23, dirigindo-se aos fariseus. Em Mateus 23.23 Jesus reflete que não é contra o dízimo, logo mostra que se eles (os fariseus) querem cumprir a lei devem observar o que é mais importante e neste caso não é o dízimo e sim o “juízo, a misericórdia e a fé” e que deveriam depois continuar a dizimar sem omissão. 

Estudo sobre dízimos e ofertas 

Esse assunto é sempre assim colocado e estudado, sempre com muitas palavras e formalidades, sob estudos teológicos e históricos, e por fim, ratificado com “é uma ordenança de Deus e temos que obedecer”. É tudo isso mesmo, concordo plenamente e em nada quero me opor aos doutrinadores, professores, teólogos e religiosos de plantão. Mas quero passar a vocês uma nova forma de percepção desta verdade, que atinge o mais profundo e nobre sentimento de nossa alma: o amor! 

No entanto, quando lemos em Marcos 12:7 Jesus ensinando que devemos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, podemos entender que ele se referia ao pagamento de tributos. Portanto, muitos estudos sobre dízimos e ofertas apontam esta passagem como uma referência clara aos dízimos no Novo Testamento. De fato, o contexto do trecho é o assunto pagamento de taxas e Cristo ensina a pagar a porcentagem de César ao Império Romano e a porcentagem da igreja ao templo, no caso, os 10%. Há quem discorde de que este trecho refira-se aos dízimos, mas é plausível entender que o ensinamento aqui é sobre o pagamento das porcentagens. 

Dízimos e ofertas no livro de Gênesis 

Agora, vamos voltar este estudo sobre dízimos e ofertas para o princípio de sua figuração. Deus visitava Adão e Eva, antes da queda, diariamente, na viração do dia (Gênesis 3:8). Tudo era perfeito, não havia pecado e Deus relacionava-se pessoalmente com sua criação, todos os dias, ELE tinha prazer em visitá-los , em vê-los, em amá-los. Mas com o pecado, o homem foi expulso do paraíso e passou a viver fora dos limites do jardim do Éden (Gênesis 3:23) , e mesmo assim, Deus que os amou desde o princípio, não deixou de visitá-los. 

No capítulo 4 de Genesis, podemos ver que Deus ainda continuou a se relacionar com o homem, pessoalmente, e podemos ver também aqui claramente, que os primeiros filhos de Adão e Eva, também mantinham a mesma relação com Deus. 

Já pensou o que é ver e falar com Deus pessoalmente?  Ver o Pai, sentir o seu amor, ter certeza de sua atenção e de seus cuidados! Era isso que Caim e Abel experimentavam naqueles dias; e mesmo depois da queda. Fora do Éden, mas ainda sob os olhos do Pai. Além disso, nos versículos 3 a 7, vemos que tanto Caim como Abel traziam ofertas ao Pai (prática que devem ter aprendidos também com seus pais Adão e Eva). 

Oferta de gratidão 

Neste estudo sobre dízimos e ofertas podemos entender que já havia se estabelecido a prática de dízimos e ofertas, nesta troca de gratidão pelo amor e cuidado que Deus tinha com seus filhos amados. Não como uma ordem seguida de castigo, mas um momento de comunhão e intimidade. Por isso, Abel e Caim já faziam ofertas, mesmo antes das leis de Moisés. 

Não é assim entre nós? Você ama seu filho? Sua mãe? Seu pai? Marido ou esposa? Você gosta de presenteá-los?  Você não tem prazer e alegria, quando dá um presente, em olhar a expressão de felicidade e gratidão, nos olhos de quem você presenteou? Claro que sim! Falando por mim: recebo presente maior neste olhar do que pelo próprio presente em si! E como você acha que se  sente o coração do seu Pai, do  seu criador, quando Ele recebe um presente seu? Uma oferta que você O entrega com todo amor do seu coração? 

Para melhorar seu estudo sobre dízimos e oferta para jovens e adolescentes, leia outros textos que podem te ajudar a pensar sobre o assunto:

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