A parábola do semeador e a força de nossa fé

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Um dos ensinamentos mais conhecidos, de Jesus, a parábola do semeador, nos ensina a lidar com o “boom” da vida moderna, a rejeição. A rejeição é um dos maiores pesadelos para o ser humano. Não ser aceito pelos colegas, ser deixado de lado e não fazer parte de nenhum grupo social tem sido motivo para muitos problemas, como depressão, e até consequências mais trágicas como suicídio. Por isso, saber lidar com isso é fundamental para o desenvolvimento do ser humano, em especial o cristão, que passa por muitas dificuldades quando resolve seguir sua fé. Jovens e adolescentes passam a ser ridicularizados e “escrachados” por colegas da rua, prédio, escola, faculdade ou trabalho, pelo simples fato de ser evangélico. Mesmo adultos mais velhos passam por diversas formas de discriminação quando decidem seguir a fé cristã. Às vezes, as chacotas vêm de dentro da própria família; do marido, do irmão ou dos pais.

Há dois mil anos, Jesus já nos ensinou como lidar com essa situação de sermos rejeitados pela nossa fé. Quando somos ridicularizados por sermos “crentes, fanáticos” ou porque “damos dinheiro para o pastor”, não sabemos muito bem como reagir. O sentimento de perseguição e raiva, muitas vezes se misturam e tomam conta de nossa mente. Pensamos no que podemos falar, como podemos agir. Neste texto, baseado na parábola do semeador, veremos que Jesus já nos alertava contra as zombarias e perseguições pela nossa fé.

O solo rochoso

A segunda parte da parábola do semeador fala do solo rochoso. Mateus 13:5 e 6 – “Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se”. A explicação está um pouco mais adiante, em Mateus 13:20 e 21. “O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria. Mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza”.

A segunda parte da parábola do semeador, nos faz perceber que muitos recebem a Palavra de Deus com certa alegria, mas logo voltam a desacreditar. Podemos encaixar aqui pessoas que quebrantaram seu coração ao ouvir coisas boas do Reino de Deus, mas que ao ficarem angustiados, ou serem perseguidos, logo deixam tudo de lado. Hoje, onde moramos, no Brasil, não sofremos perseguição de morte ou prisão para os cristãos, mas ainda assim somos perseguidos. Somos chamados de trouxas, babacas, alienados. Somos até discriminados em ambiente do trabalho, escola ou faculdade.

Grande parte de jovens e adolescentes não sabem encarar este desafio, de ser zombado, e desistem da fé. A pressão de serem chamados de “burros, ignorantes” e termos semelhantes, faz com que deixem que a semente plantada em suas vidas seja “queimada” pelas palavras de perseguição, morrendo assim sua fé.



A força de sua fé

Como ensinado na parábola do semeador, quando decidimos ser cristãos, muitos colegas, conhecidos e até familiares tiram sarro e nos desanimam. Parece que estamos sozinhos nesta caminhada. É aí que muitos desistem e largam sua fé. Por tão pouco, abrem mão de uma vida de experiências sobrenaturais, que firmam nossa fé e nos faz ver que o conceito de um Deus verdadeiro e amoroso realmente existe e é mais verdadeiro que tudo que podemos ver e experimentar neste mundo.

Em 1 Coríntios 9, Paulo chega a usar a comparação com o atleta para a vida do cristão. O atleta suporta a dor e se esforça porque deseja uma medalha, um troféu, uma glória pessoal. O cristão precisa se empenhar, suportar as dores e seguir sua luta de fé, aguentando os golpes que recebe para provar sua verdadeira fé.

Oferecendo a face

Geralmente, o jovem, adolescente, ou alguém no início de sua conversão passa por esta situação mais apertada e não sabe lidar direito com sua nova fé.

Além da parábola do semeador, também podemos lembrar que Jesus nos ensinou que se baterem em nossa face, devemos oferecer a outra. É na zombaria e rejeição que podemos aplicar este ensinamento. Não deixe que a angústia ou perseguição tire do seu coração o que tem aprendido e sua vontade de andar nos caminhos de Deus.

Oferecer a face, neste caso, significa não nos desequilibrarmos, partir para o bate-boca, ou nos deixarmos influenciar pelos outros. Oferecer a face, significa, aqui, deixar a zombaria entrar por um ouvido e sair por outro. Jesus também passou por isso e, como cordeiro, foi levado em silêncio aos tosquiadores, ou seja, se apresentou aos seus acusadores quieto, engolindo toda a aflição.

A parábola do semeador nos ensina que ouvir e se alegrar com a Palavra não significa que a semente frutificará e dará bons frutos. É apenas o começo do processo. Por isso, não é raro cristãos se desviarem após dois ou três anos de conversão. São pessoas que ouviram a Palavra e se alegraram, mas que desistiram quando as perseguições e zombarias chegaram.

A melhor forma de deixarmos a semente da Palavra crescer em nossa mente e coração é entendermos que as perseguições e chacotas são certas, mais cedo ou mais tarde, elas virão. E quando este dia chegar, como reagiremos? Como medrosos e fracos, como lutadores amadores que caem e são nocauteados nos primeiros golpes? Devemos reagir como o lutador que suporta toda dor, que não cai com as pancadas e golpes que leva. No caso da parábola do semeador, devemos ser mais fortes que o solo rochoso, mais conscientes de nossa fé e de nossa importância na obra de Deus.

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