A armadura do cristão não deve ser tirada nunca 

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Dependendo do tempo que você está na igreja já deve ter ouvido falar sobre a armadura do cristão, relatada em Efésios 6. Talvez você já tenha ouvido e lido sobre este assunto inúmeras vezes, mas isso não significa que já sabemos tudo o que poderíamos saber sobre este assunto. A cada dia que passa devemos nos empenhar em sermos melhores cristãos, melhores soldados de Cristo; refletir um pouco mais sobre este assunto nunca é demais. A Palavra de Deus se renova a cada dia, por isso, lemos e relemos o mesmo texto e sempre aprendemos novas coisas. Nesta reflexão vamos ver como a armadura do cristão só existe quando estamos sob o exército de Deus. 

Há algumas pessoas que podem encarar a passagem de Efésios 6, sobre a armadura do cristão, como uma bela história para o departamento infantil, mas não devemos enxergar este ensinamento desta maneira, aliás, talvez nosso inimigo queira que realmente a gente não se importe com este assunto. Naquela época, o império romano dominava Israel, Grécia, atual Turquia e Palestina e alguns conflitos surgiam, por isso, armas, armaduras e guerras faziam parte da rotina dos efésios. Se as guerras e conflitos exigiam uma boa armadura, Paulo nos ensina que estamos em constante duelo no mundo espiritual também, por isso ele recomenda que vistamos desta armadura espiritual. 

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Efésios 6:11  

O exército de Deus 




Algo que muitas vezes deixamos de perceber é que a armadura, a defesa de um soldado, não é apenas uma proteção individual, mas que acaba protegendo todo o exército. Soldados bem protegidos significa maior chance de vitória de um exército inteiro. Por isso, quando Paulo nos orienta a vestirmos a armadura do cristão ele está nos ensinando a proteger a nós e nosso exército, ou seja, nossa igreja e nossa família. Quando decidimos que vamos nos revestir do equipamento enumerado por Paulo, em Efésios 6, estamos dando um importante passo para a proteção de toda nossa família e também de nossa igreja. 

Um soldado bem equipado está apto a proteger a si mesmo e a seus companheiros. Nosso lar, nossa família está melhor protegida quando decidimos vestir toda nossa armadura. Se queremos proteger nossos filhos, por exemplo, não basta usarmos um capacete, pois nosso capacete só protege a nós mesmo, precisamos de uma espada, por exemplo, para proteger nossa família. Ou seja, quando nos fortalecemos como soldados de Deus, passamos a ter condições de guerrear por nosso lar. Se você está precisa que algo sobrenatural seja feito em sua casa, você precisa, em primeiro lugar, se revestir da armadura do cristão, descrita por Paulo. 

Usando este mesmo pensamento, devemos entender que essa nossa armadura também protege nossa igreja, a igreja cristã como um todo. Quando estamos protegidos contra o inimigo, não importam o que digam, as calúnias ou zombarias que façam, nossa fé não desfalece porque estamos protegidos. Quando não estamos bem resguardados, quando alguém fala mal de nossa igreja, ou de nossa fé em geral, acabamos aceitando as palavras, não nos protegemos e deixamos que as maldições criem raízes em nós. Saber usar a espada da Palavra é uma forma eficiente de proteger todo o exército, o escudo de nossa fé não deixa que palavras maliciosas e maldosas encontrem repouso em nossos corações. 

Nossa luta não é contra carne ou sangue 

Quando Paulo nos fala sobre a armadura, também nos explica que essa batalha não é contra as pessoas, mas contra principados e potestades do mal. Este alerta serve para pensarmos como poderíamos lutar contra algo que não podemos ver, que não sabemos como lidar. Além disso, nos faz lembrar que as pessoas não são nosso alvo de batalha, mas as forças do mal. Este discurso para aquela época foi muito audacioso, pois como Paulo poderia dizer que os inimigos do cristão não eram o soldado, o carcereiro ou o imperador, mas sim espíritos que não podemos ver? Paulo nos traz uma nova perspectiva de batalha, a batalha espiritual. Nosso inimigo não é o vizinho, o patrão, o governador ou o bandido, mas sim as potestades do mal que reinam sobre estas vidas para nos tirar a paz, para nos tirar da mão do Senhor. 

O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. João 10:10 

Talvez não tenha sido a intenção direta de Paulo, mas sua referência sobre a armadura do cristão tem relação com o texto de João 10:10 (acima). A Palavra de Deus se completa. Veja como, de fato, só podemos combater aquele que veio para roubar, matar e destruir se estivermos bem armados e protegidos. Equiparmo-nos com esta proteção é fundamental para enfrentarmos o inimigo de nossas almas. As palavras de Paulo nos relembram que a armadura do cristão é complexa e não se resume a uma arma, ou uma proteção. 

Busque forças 

Paulo também explica que a única forma de conseguirmos nos trajarmos adequadamente é buscando forças no Senhor. Ele não diz que devemos ser fortes em nós mesmo, mas em Deus. Não devemos confiar em nossas forças, nossa capacidade, nossa sabedoria ou inteligência, devemos pedir que o Senhor nos capacite a enfrentar todos os tipos de problemas. Essa dependência nos remete à humildade que devemos ter para entender que não somos capazes de enfrentar satanás por nossa própria conta e risco. Nosso conhecimento teológico não é o suficiente para nos livrar que qualquer batalha espiritual. Precisamos depender unicamente do poder de Deus. 

Para combatermos este combate precisamos nos ater a alguns pontos importantes, como por exemplo: 

  1. Entender que nossas armas são poderosas, não são infalíveis (se usadas de forma errada elas falham) 
  2. O cinto da verdade é confiar que a Palavra de Deus é eterna e está sobre nossa vida  
  3. A couraça da justiça nos lembra que não devemos “revidar” conforme nossa vontade carnal, mas confiar na justiça do Eterno 
  4. O evangelho da paz nos dá a certeza que podemos esperar em Jesus 
  5. O escudo da fé nos leva a crer no que não podemos ver, quando perdemos a esperança 
  6. A espada de sua Palavra nos dá habilidade para combater o inimigo 

O presente do acesso ao Pai pela oração não deve ser o último recurso, mas sempre o primeiro e constante 

A armadura do cristão já nos fora revelado no Antigo Testamento e Paulo reforça isso em seu texto de Efésios 6. 

Mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres. Com suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca matará os ímpios. A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão. Isaías 11:4,5 

Isaías também escreveu.

  • Ele fez de minha boca uma espada afiada, na sombra de sua mão ele me escondeu; ele me tornou uma flecha polida e escondeu-me na sua aljava. Isaías 49:2 
  • Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: “O seu Deus reina! ” Isaías 52:7 
  • Usou a justiça como couraça, pôs na cabeça o capacete da salvação; vestiu-se de vingança e envolveu-se no zelo como numa capa. Isaías 59:17 

Complexa como uma armadura, assim nossa vida envolve emoções, situações, momentos e muitos outros fatores variáveis, por isso a armadura do cristão pode ser analisada em toda situação que enfrentarmos e não pode ser retirada. 

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