Como selecionar as músicas para ministrar louvor 

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Uma rotina de quem faz parte do grupo de louvor de uma igreja cristã é ministrar louvor. No entanto, antes mesmo do louvor e adoração começar no culto, os levitas precisam selecionar quais músicas farão parte daquele culto. Um momento que requer oração, submissão ao Criador e muita responsabilidade. Ao iniciar a seleção das músicas, o ministro de louvor está colaborando com parte fundamental do culto como um todo. Essencialmente, louvar e adorar é parte intrínseca de um culto a Deus. Os fiéis se reúnem no templo para ouvir a Palavra de Deus, mas também devem estar dispostos a render louvor e adoração ao Pai.

Em algumas circunstâncias, o pregador e o ministro de louvor se comunicam para que haja uma harmonia maior entre as músicas e a palavra a ser pregada. Quando isso ocorre, muitas vezes, o próprio pregador já tem noção de uma ou outra música que acha interessante para aquela reunião específica. Ainda assim, o grupo de louvor precisa estar sensível para que tudo ocorra de forma a colaborar para o culto. Paulo nos ensina, em 1 Coríntios, que o culto deve ser realizado com ordem e decência. Isso nos ensina que a harmonia entre as músicas e a palavra deve ser alcançada, quer pregador e músicos conversem entre si, ou não. Ao ministrar louvor, os levitas precisam manter o conceito de ordem e decência no culto.

A compreensão do culto 

A cada culto, o grupo de louvor precisa refletir sobre seus objetivos e o objetivo do culto em si. Precisamos compreender que precisamos de reverência e submissão para ministrar louvor com a igreja. Basicamente, os cultos se dividem em duas partes, o louvor e a pregação. O grupo de louvor precisa estar ciente, sempre, que seu papel é ajudar a igreja a render-se ao Senhor, e isso através da adoração. Precisamos ter em mente que quando a palavra for ministrada, as pessoas precisam estar quebrantadas para absorverem a realidade do que será pregado. O momento de adoração é uma chave para isso. Por isso, normalmente, o louvor e adoração são ministrados antes da pregação. Para que as pessoas possam se quebrantar, render-se ao Senhor, agradecendo por quem Ele é, pedindo perdão de seus erros e compreendendo que precisam da presença do Senhor constantemente.

Quando a equipe de louvor compreende esta necessidade de levar o público a se derramarem aos pés de Jesus, seu papel fica claro, e seu objetivo também: ajudar a congregação a aproximar-se de Deus.



Derrubar muralhas

Podemos comparar a função de ministrar louvor com a queda das muralhas de Jericó. Não sabemos com cada pessoa está emocionalmente. Algumas estão mais fechadas, outras estão como problemas, outras estão alegres, algumas estão visitando a igreja e estão desconfiadas e ainda há aqueles que estão contra sua própria vontade, estão ali para agradar a esposa ou o convite de um conhecido. E o momento do louvor é a primeira interação que eles vão ter com o culto, por isso, este momento é de extrema importância no culto.

O ministro de louvor pode encarar sua função como a de derrubar muralhas. Derrubar a tristeza e decepção de algumas pessoas, para que possam tirar forças para, apesar das dificuldades, conseguirem adorar ao Senhor. O ministro precisa derrubar o orgulho de algumas pessoas que estão ali contra sua própria vontade. Derrubar a vaidade de quem está presenciando o culto, mas se acha melhor que os músicos, ou que o ambiente da igreja não está a sua altura. Derrubar o entusiasmo de alguns que chegam na igreja com tanta adrenalina, que não conseguem se concentrar no culto, estão conversando, pensando na semana, falando com um amigo, concentrados em outras coisas. Essas são apenas algumas muralhas que enfrentamos ao ministrar louvor.

Como podemos observar, não podemos adivinhar quais dessas muralhas estamos enfrentando a cada culto, por isso, precisamos estar submissos ao Espírito Santo para que ele ministre e nos oriente a cada reunião;

Para todos

Nesta árdua tarefa de derrubar muralhas, os levitas devem entender que estão ali para ministrar louvor para pessoas diferentes, sexos diferentes, idades diferentes e gosto musical diferentes. Ainda que seja fã de rock, por exemplo, o ministro de louvor não pode criar uma lista musical para o culto apenas com rock. Também podemos considerar inconveniente o ministro ficar pedindo (às vezes até, tragicamente, implorando) para que todos pulem, dancem em roda ou qualquer outro tipo. Ainda que falemos de uma igreja mais neopentecostal, batista etc precisamos compreender que entre os presentes estão pessoas mais reservadas, idosas e visitantes, que ficam desconfortáveis sendo obrigados a fazer algo que não querem.

De acordo com muitos estudiosos da bíblia, a igreja de Corinto enfrentava problemas de individualismo e egocentrismo, levando à confusão nos cultos, por isso Paulo os advertiu. Não podemos deixar que nossas igrejas tropecem nessa mesma pedra. É interessante perceber que Paulo não condena o mover do Espírito, mas orienta à ordem e decência.

Ao ministrar louvor para, e com, a igreja, não podemos prevalecer sobre o nome de Cristo. Não devemos forçar um entusiasmo, uma “festa”, ou uma emoção que não venha do trono, pois o objetivo do culto é justamente exaltar a Jesus e não coloca-lo em segundo plano. Toda ação do homem que se sobrepõe a mover do Espírito Santo está colocando Jesus em segundo plano.

Ao iniciar a seleção de músicas para o culto, é importante que o grupo de louvor compreenda sua função na igreja e para a igreja (membros do corpo de Cristo). Não devemos nunca perder este tempo de servir. As pessoas não vão à igreja para ver um show musical. O grupo de louvor e adoração não pode perder suas raízes e nem deixar que suas preferências musicais tomem à frente da reunião. Ao ministrar louvor, os levitas precisam voltar seu coração a Deus para ajudar toda a congregação a adorar a Deus e quebrantarem seu coração para receberem a palavra a ser ministrada.

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