Desafios de um grupo de louvor pequeno

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Certamente, liderar um grupo de louvor de uma grande igreja tem seus problemas, mas, por outro lado, liderar a equipe de levitas de uma igreja pequena também tem seus desafios (claro que uma equipe média também tem suas dificuldades). Neste texto vamos abordar alguns desafios de quem lidera o grupo de louvor em uma pequena igreja. Veremos que os desafios podem ser superados se encarados com seriedade e dedicação, além, é claro, de submissão a Deus e um coração grato a Deus. As frustrações começam quando o ministro começa a sonhar com grandes músicos e eventos. Ao invés de focar o agora e trabalhar reconhecendo suas limitações, alguns líderes tornam seus sonhos acima dos propósitos de Deus. Um erro que cometemos muitas vezes, em diversas áreas de nossas vidas, é que queremos forçar o Criador a aceitar nossos sonhos.

Este artigo é baseado em texto publicado originalmente no site Vineyard Brasil. O autor, o norte-americano Larry Norman, é músico membro do Movimento Vineyard, e tem como principal referência sua experiência em convívio com o treinador de futebol americano Geroge Allen. O versículo chave para este estudo é o de Zacarias 4:10, que diz que não devemos desprezar o início das pequenas coisas.

Larry explica que é um grande desafio de um grupo de louvor pequeno apresentar um louvor já conhecido pelos músicos e pelo público. A referência de todos é a música “cheia”, bem instrumentada, com muitas vozes, algumas até com coral. Como apresentar aos fiéis uma música sem os arranjos que todos conhecem? Um louvor que todos conhecem sendo tocada por uma equipe vinte ou trinta músicos é presentado, e uma igreja pequena, por quatro ou cinco levitas. Parece que, como ele diz, “a música murcha”.



Larry aponta cinco pontos que o líder de um grupo de louvor de igreja pequena pode trabalhar para vencer este obstáculo.

Liderança

O autor comenta que há anos, a referência que a maioria das igrejas nos Estados Unidos tinha de líder de louvor era o diretor musical. Ele diz que o diretor musical trabalhava quase como um maestro, de costas para as pessoas. Ele mencionava o número do hinário e começava a reger a orquestra. Já em outras igreja, este diretor era um “animador de torcidas”, dizendo ao público o que deveriam fazer.

O ministério Vineyard decidiu modificar um pouco essa característica. Liderados por Carl Tuttle e Eddie Spinosa, o grupo de louvor Vineyard passou a tomar uma postura diferente, adorar a Deus sem precisar orquestrar as pessoas, deixando os fiéis livres para adorarem como bem entendessem.

A nova visão do ministério era deixar as pessoas livres para gritarem, se ajoelharem, pularem ou fazer qualquer outra que demonstrasse sua adoração a Deus. Não importa a forma, o objetivo era adorar ao Senhor sem a necessidade de alguém dizendo como fazer isso.

Outros líderes do grupo de louvor Vineyard, no entanto, continuavam, ocasionalmente, passando algumas orientações ao povo, fazendo declarações em conjunto ou honrando a Deus de alguma forma específica. Sempre de forma natural, e guiados pela direção do Rei.

Independente do tamanho da igreja e do ministério de louvor, o líder deve saber conduzir sua igreja a adorar a Deus. Não importa a forma, não importa como, mas sim que o povo fique à vontade para louvar e adorar a Deus como for necessário. O líder da equipe de louvor deve saber dar liberdade aos adoradores, mas também precisa saber orientar o povo a adorar ao Senhor em espírito e em verdade.

Paixão

Ao falar de paixão, Larry menciona que o treinador de futebol americano que ele admirava, Geoerge Allen (mencionado no início do texto), tinha muita paixão no que fazia, sempre extraindo o melhor de seus jogadores. Mas essa paixão não o tornou necessariamente um técnico gritão ou passional.

O líder do grupo de louvor precisa manter esta paixão pela equipe, pelo serviço levita, mesmo em um grupo pequeno. Por pertencer a uma igreja pequena, muitos líderes não se dedicam, não se esforçam em seu trabalho de conduzir a igreja à adoração a Deus.

Podemos lembrar que a igreja de Laodiceia foi condenada por falta de paixão (Apocalipse 3:16), além disso, Paulo pediu que a igreja de Roma fosse fervorosa (Romanos 12:11) “Nunca lhes falte o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor”.

Larry alerta para o perigo de não nos dedicarmos à obra como deveríamos quando trata-se de um grupo pequeno de pessoas.

Entusiasmo

Neste quesito, Larry Norman é bem cauteloso, pois ele se declara contra os cultos ao estilho show. Por isso, é preciso saber equilibrar o entusiasmo com a empolgação para que o grupo de louvor não torne o momento de adoração ao Senhor em puro show.

Por outro lado, como estamos falando em igrejas pequenas, podemos ressaltar a motivação como característica que devemos manter mesmo quando a reunião é de poucas pessoas.

Quando o líder da equipe de louvor é muito retraído ou tímido, pode deixar os fiéis desconfortáveis e com receio de se soltarem no momento da adoração. Mas se o líder foi um “showman” também pode trazer problemas para a igreja, e transformar o louvor em apenas mais um show comum, como tantos outros.

O que Larry sugere é que a equipe de louvor tenha um entusiasmo natural para conduzir a adoração, sem tornar o culto e um show.

Disciplina

Lembrando que o autor do texto original, Larry, inspirou-se em seu amigo treinador de futebol americano, a disciplina é algo marcante. Se o objetivo de um grupo de louvor é adorar ao Senhor, o foco precisa ser este, e a equipe precisa ser disciplinada para atingir este objetivo.

Entre os capítulos 35 e 36 de Êxodo, lemos que, na construção do tabernáculo, foram chamados os melhores artesãos, carpinteiros, ourives etc. O tabernáculo e seus utensílios seriam construídos por mãos hábeis, as melhores disponíveis.

Não importa se estamos construindo um templo, ou liderando um pequeno grupo de louvor, nossa disciplina e dedicação deve ser a mesma. Larry menciona que trabalhou com um músico que passava horas programando a bateria eletrônica de sua igreja para melhorar o louvor, já que a equipe era pequena. O amigo de Larry se dedicava para oferecer o melhor, mesmo com um grupo de louvor pequeno. Larry é totalmente contra o pensamento de “vamos fazer o que dá, que Deus abençoa”. Isso nos motiva a fazer o serviço de Deus de forma relaxada.

Amor

O amor, certamente, é o que deve nos motivar ao realizarmos qualquer obra para o Criador, seja louvar, evangelizar ou limpar a igreja. Mais uma vez mencionando seu amigo treinador, Larry comenta que aos 72 seu amigo treinador aceitou deixar de treinar uma equipe da NFL (principal campeonato de futebol americano do mundo) para treinar um time universitário. Ninguém entendeu essa opção, seria como se o treinador estivesse retrocedendo em sua profissão. Resultado, após anos de jejum, a universidade que treinou voltou a ser campeã da liga universitária. Os jogadores diziam que sua principal motivação era que os jogadores “amassem uns aos outros”.

Independente do que fazemos, se não tivermos amor, não somos nada. Conquistas, títulos, aplausos. Nada disso muda nosso compromisso maior de amar ao próximo.

Não importa se a igreja tem 50 ou 5 mil membros, nosso amor ao próximo deve nos motivar a apresentar um culto primoroso. Seguindo estes cinco passos, podemos entender que o papel de um pequeno grupo de louvor é tão importante quanto o de um grande grupo, de uma grande igreja. Não devemos menosprezar o começo pequeno, e tampouco, executar a obra pequena com menos dedicação que teríamos para um grande evento.

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