Devocional sobre arrependimento: Deus me perdoa

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Quando Tiago nos orienta a confessar nossos pecados, ele estava nos ensinando a lidar com um problema rotineiro da vida cristã e que Deus me perdoa quando reconhecemos nossos erros. Basicamente, existem dois tipos de problemas que o cristão enfrenta diariamente, as tentações e as tribulações. O primeiro são as situações que podem nos levar a pecar, a agir contra os conceitos de nossa fé. Já o segundo, trata-se de situações adversas que enfrentamos, que desafiam nossa fé e a nossa força. A forma que enfrentamos essas duas condições são bem distintas, pois quando enfrentamos uma situação de tribulação, nossa atitude mais provável será de conversar com outras pessoas e buscar por uma solução. Quando estamos em tribulação, pedimos oração, apoio etc. No entanto, quando passamos pelas tentações, muitas vezes, nosso comportamento é, justamente, o oposto, tendemos a nos “esconder”, ocultar das outras pessoas aquilo que está nos causando uma tentação.

A motivação que levou Tiago a ensinar que Deus me perdoa é a busca por uma igreja que aja com o poder do Espírito Santo em todos os sentidos, inclusive no perdão e no poder para mudar a vida de um pecador. O cristão precisa compreender que a confissão de pecados deve fazer parte de nossa vida, por isso é importante saber como fazer isso. Na igreja católica, por exemplo, existem os padres que ouvem em seus confessionários os fiéis relatando seus pecados. Na igreja evangélica isso não existe e muitas pessoas, ficam perdidas quando sentem que precisam confessar pecados, acreditando que precisam se relatar ao pastor, ou líder de seu departamento, sempre que cometem um erro.

Com este texto queremos que o amigo leitor compreenda que Deus me perdoa sim, mas devemos ter maturidade e coragem de confessar nossos pecados a quem possa nos ajudar a vencer os obstáculos.



Vamos tomar como base para esta devocional o seguinte texto:

Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Tiago 5:16

O medo de confessar

É obvio que quando queremos que você confesse seus pecados não estamos dizendo que ninguém sente “vergonha ou medo” de fazer isso. Sabemos que Deus no perdoa, mas não sabemos até que ponto. Sair por aí dizendo quais são as nossas tentações não é saudável e nem útil, pois falar de tudo com todos não é o que nos traz solução para nossos problemas. Como dito no começo do texto, quando enfrentamos uma tentação, queremos esconder isso das pessoas. Um marido, por exemplo, não vai ficar dizendo para esposa que tem atração por esta ou aquela pessoa, mas vai assumir uma postura de maturidade e sinceridade. Em primeiro lugar, evitando situações que lhe possam causar tentação, e depois, sendo sempre sincero em seu relacionamento com a esposa. Veja que este exemplo exige maturidade de ambos, marido e mulher, por isso, confessar pecados é tão sério.

Se você não consegue identificar a quem confessar seus pecados fica difícil uma atitude sincera. Como no exemplo acima, se a esposa não é madura e não sabe lidar com a questão, a confissão deve ser melhor planejada e, talvez, neste caso, confessar os pecados a um líder de casais, por exemplo, seja a melhor solução. O importante é que a pessoa sempre tenha a disposição de procurar alguém com quem se sinta confortável e que realmente vá lhe ajudar. Para os novos convertidos, a situação pode ser ainda mais delicada, e a cautela deve ser redobrada. Antes de sair por aí comentando seus pecados e tentações, o novo cristão deve buscar uma vida mais santa, de consagração e santificação.

Vamos usar uma analogia sobre essa questão. Vamos imaginar um paciente que recebe instruções de seu médico para diminuir a quantidade de doces. No entanto, este paciente resolve comer doces “escondidos”. Se ele ficar com a consciência pesada e quiser confessar este seu deslize para alguém, a pessoa mais indicada é o médico, não um amigo do escritório, um balconista ou um advogado, essas outras pessoas que não são médicos não vão ajudar em nada.

Assim, precisamos sempre identificar quem realmente pode nos ajudar quando precisamos confessar nossos pecados. Em um relacionamento maduro e abençoado, muitas vezes o próprio marido e a esposa podem ajudar muito mais que um líder ou um pastor. Outra situação comum é quando falamos mal de alguém, ou por algum motivo sentimos raiva ou desgosto por alguma pessoa. Quando queremos superar a situação, provavelmente, a melhor pessoa a confessar esse pecado seja a própria pessoa a quem quisemos mal, embora não necessariamente a tenhamos prejudicado nem feito nada de errado para a pessoa. O simples fato de conversar com a pessoa já nos trará grande mudança em nossa vida.

Assim como estamos dispostos a buscar ajuda e orientação com as pessoas, devemos entender que Deus me perdoa a medida que estou disposto a abrir meu coração sinceramente.

Confissão e libertação

Outro aspecto crucial no versículo lido – Tiago 5:16 – é que ele nos explica que devemos confessar nossos pecados para que sejamos curados. Portanto, confesse seus pecados para ser curado deste mal. Quando nos abrimos e colocamos para fora o que tem nos trazido prejuízo, tentação, estamos abrindo uma larga porta para a cura e a libertação deste mal. Quando escondemos o problema, empurramos a sujeira para debaixo do tapete, a questão não se resolverá por si. Pelo contrário, precisamos usar todas as armas para vencermos as tentações, e a confissão é uma dessas armas, muitas vezes subestimada, ou, até mesmo, esquecida por nós cristãos.

Confesse seus pecados a quem pode trazer cura. Uma pessoa não cristã, por exemplo, pouco poderá te ajudar a superar uma tentação. O que é uma tentação para um cristão, para os outros faz parte do dia a dia, da vida. Por isso, devemos sempre associar a confissão de pecados a um cristão.

Confiança

Por fim, vamos mudar um pouco o nosso ponto de vista. Confesse seus pecados a quem você confia, a quem pode te ajudar. Mas e você? É confiável? As pessoas podem se abrir com você para receber bom conselhos? O que você faria com uma confissão de seu (sua) parceiro (a)? Se é tão difícil encontrar alguém confiável para confessar nossos pecados, devemos também nos tornar pessoas confiáveis para refúgio de quem precisa. Precisamos buscar sabedoria para que enxerguem em nós condições reais de ajudar as pessoas em situações tão delicadas. Apenas boa vontade, neste caso, não é o suficiente, precisamos saber orientar, ter experiência, estudar muitos assuntos e saber lidar com diversas condições.

Um exemplo real que podemos citar é o de um homem que confessou a sua esposa que havia chegado uma funcionária nova em seu emprego que era bonita e pediu para que orassem junto para que aquilo não se tornasse um problema. Ambos oraram e depois de um tempo a moça foi transferida. Coloque-se no lugar desta esposa. Você teria esta maturidade para lidar com a situação sem ficar acusando o marido, ou sem deixar os ciúmes tomar conta da situação? Poucos de nós teríamos essa atitude.

A vivência, a leitura de livros cristãos e das Escrituras vão nos trazer a sabedoria para que possamos também lidar com maturidade com os problemas dos outros. A confiança é adquirida com o tempo, conforme ache-se em nós boas palavras e atitudes bondosas e amorosas. Saber ouvir os pecados e tentações dos outros é fator que nos faz crescer muito em nossa fé. Assim como Deus me perdoa, Ele perdoa os outros, por isso, temos que ter maturidade para ajudar àqueles que nos confessam seus pecados e erros.

Outros textos que nos faz compreender como Deus me perdoa e te perdoa também.

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