Dicas contra a apostasia, o abandono da fé

Share Button

Alguns trechos bíblicos nos alertam sobre a apostasia da fé, o abandono da fé. Podemos abandonar nossa fé por diversos motivos e em diferentes situações, mas sempre que passamos menos tempo em companhia de cristãos e mais tempo preocupados com o que nos rodeia neste mundo, passamos a agir conforme os valores deste mundo. Por isso não pode haver comunhão entre luz e trevas, não conseguimos equilibrar os dois. Quando deixamos de andar na luz, evidentemente, nossa fé também diminui, pois nossas referências mudam. Nesta devocional vamos refletir sobre o tempo que passamos buscando as coisas santas e o tempo que passamos com coisas que não edificam.

Quando passamos mais tempo com pessoas que não possuem a mesma fé que nós, que não defendem os valores cristãos, estamos mais propensos a cair na apostasia, pois passamos a ter mais desejo de agir como nossas referências de mundo.

Podemos usar a velha analogia brasa retirada do fogo. Quando tiramos um pedaço de brasa do fogo e a colocamos longe do fogo, com o tempo a brasa se esfria a ponto de não queimar mais nada. Quando estamos longe do povo de Deus, também nos esfriamos em nossa fé, e abandonamos os valores que acreditávamos quando tínhamos uma rotina de vida cristã.



Nossas alianças

A apostasia começa quando queremos ficar mais tempo com amigos e afazeres que não nos edificam. Claro que não é possível não ter contato com pessoas não cristãs ou situações que não edificam, mas não podemos ter aliança com elas, não devemos nos aproximar dessas coisas que não nos trazem benefícios.

Vamos tomar como base para esta devocional sobre apostasia o texto de Êxodo 34:15 e 16 – “Para que não faças alianças com os moradores da terra, não suceda que, em prostituindo eles com os deuses e lhes sacrificando, alguém te convide, e comas dos seus sacrifícios e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos e suas filhas prostituindo-se com os sues deuses, façam que também os teus filhos se prostituam com seus deuses”.

Esta é uma orientação para que o povo se mantenha unido com seu próprio povo. O que falta para muitos cristãos, hoje, é este sentimento de união.

Começam a namorar quem não é cristão, aceita assistir um programinha de tv aqui (novelas, séries e outros programas que cultuam a prostituição e a mentira), gostam de ir a uma festinha ali, falam mal daquela igreja, daquela outra, criticam um cantor gospel, não concordam com o pastor X etc. E não se mantêm unidos com seu povo e sim com o que o mundo oferece. A aproximação dessas coisas podem nos levar à apostasia da fé.

Não podemos compactuar com aquilo que não condiz com nossa fé. Temos que nos mantermos longe do pecado, ou do que pode nos levar a pecar.

O que Deus espera de seu povo, dos herdeiros de Abraão é a santidade, é manter-se longe do pecado, como está escrito no primeiro versículo do livro de Salmos: bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, que não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

É assim que os cristãos devem se comportar. Mantendo sua fé, e zelando pelos outros cristãos também. Quando olhamos para os irmãos como pessoas que podem nos ajudar e que também podem receber nossa ajuda, combatemos a apostasia.

O que pode nos levar a pecar

Quando refletimos sobre o que pode nos levar a pecar, devemos lembrar de coisas que não são pecado em si, mas que têm forte possibilidades de nos fazer pecar. Um exemplo claro são as novelas (em especiais as da Globo). Assistir novela não é pecado, mas as cenas e enredos são tão mundanos que fica difícil não termos pensamentos de sensualidade, vingança, justiça própria ou ganância, enquanto assistimos a estes programas. Os programas de auditório, com dançarinas e apresentadoras incentivando a lascívia  a sensualidade também podem servir de exemplo.

Ir a festas e encontros de amigos não é pecado, mas devemos dosar esses eventos e estudar bem o local e as pessoas que ali estarão. Muitas pessoas iniciam sua apostasia porque se empolgam com essa vida social.

Exemplo de união

Após a destruição de Jerusalém pelo império romano, algumas décadas após a morte de cristo, os judeus se espalharam pelo mundo.  Alguns foram para a África, Etiópia, principalmente, outros para a Ásia, região onde hoje é a Rússia, outros para Itália, Grã-Bretanha, enfim espalharam-se totalmente. Ainda assim, mantiveram seus costumes, sua tradição, sua religião, e até o idioma hebraico.

Foram caçados pelos romanos, depois pela igreja católica, e finalmente pelos nazistas. Ainda assim, os poucos sobreviventes sempre se mantiveram unidos, mesmo espalhados pelo mundo não abandonaram a fé. Esse sentimento de união serve de referência para lutarmos contra a apostasia.

Nos anos quarenta, após a segunda guerra mundial, finalmente, através de inúmeros acordos e reuniões, a região da Palestina foi destinada ao povo judeu.

Quase dois mil anos sendo constantemente massacrados, voltaram com os mesmos costumes, a mesma religião, o mesmo idioma, mesmo vindo da Rússia, África, Estados Unidos, Itália, Espanha, Alemanha, Polônia…

Nenhum outro povo ficou separado por tanto tempo e se reencontraram com os mesmo costumes, fé e língua.

O grande segredo foi, mesmo espalhados pelo mundo, o povo judeu se manteve em comunidades judaicas e em comunhão entre si. Esta história nos mostra que quando estamos com nosso povo, não importa o que acontece ao redor, podemos manter nossa fé viva e forte.

Esperamos que, ao final desta devocional, você reflita sobre suas companhias, seus hobbies, para que não caia na apostasia por falta de comunhão daquilo que traz edificação à sua vida, recordando o texto de Hebreus 3:12 – Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo.

Outros textos de nosso site que você pode gostar:

 


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *