Em dias corridos esquecemos o que é ter fé

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Será que conseguimos compreender o que é ter fé sem uma vida equilibrada? Uma vida equilibrada exige esforço, muito esforço. Assumimos tantos compromissos, que mal temos tempo para nós mesmos. Trabalho, amigos de trabalho, filhos, mãe, irmão, sobrinhos, amigos da faculdade, cursos. No fim do dia parece que vinte e quatro horas não são suficientes para nossos afazeres. Com isso, nossa fé é deixada de lado, por isso, muitos fogem da igreja e assuntos religiosos, pois o que lhes vem à cabeça é mais compromissos. “Não tenho tempo para ir à igreja. Já sou ocupado demais. Não quero perder o domingo, único dia que descanso, com compromissos com igreja”. Basicamente esses pensamentos passam pela cabeça de quem é convidado para ir à igreja; ainda que inconscientemente.

Na verdade, apesar de parecer que os dias modernos são exigentes, desde a antiguidade o ser humano se comporta assim. Enchemos nossa rotina de tarefas e mal conseguimos pensar em um assunto fundamental, que é a nossa fé. Por isso, ouvimos tanto pessoas dizerem que seguem determinada religião, mas são “não praticantes”, ou que são evangélicos, mas de nenhuma igreja. Aliás, curiosamente, tem até pastor sem igreja. São pessoas que se formam em teologia, mas não ministram em nenhuma igreja. No entanto, quando passamos por momentos de dificuldade e difíceis, percebemos que o que mais precisamos é compreender o que é ter fé, ou como ter fé, em um Deus o qual não vemos.

Mas nossa trajetória não termina por aqui. Muitas vezes, ouvimos a Palavra, abraçamos a fé cristã, mas com o passar do tempo, enfraquecemos. Isso acontece por que voltamos a valorizar nossa agenda social, nos dando pouco tempo para nós mesmo, por isso, neste pouco tempo “para nós mesmos” não queremos assumir compromissos com a igreja. Principalmente quando já tivemos uma decepção com alguma igreja. Jogamos toda a culpa para o pastor, para o líder, e nossa desculpa para não mais frequentar uma igreja é que “os outros são todos iguais. Não fazem a obra como deveriam. Não vivem o cristianismo verdadeiro. Só pregam suas vaidades. Falam muito e fazem pouco”, e por aí vai. Achamos que podemos responder à pergunta “o que é ter fé” olhando para igrejas, pessoas e religião.

A semente e os espinhos

E uma de suas parábolas mais conhecidas de Jesus, ele nos ensina o que é ter feita usando uma analogia com sementes que são jogada em meio a espinhos.

Mateus 13: 7 – Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram.

Explicação da parábola:

Mateus 13:22 – O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.

Na parábola do semeador, a terceira semente é a que caiu entre os espinhos e não deram frutos. Cristo explicou que não podemos deixar os cuidados e riquezas nos sufocarem. Com estas palavras, ele trouxe grande dimensão e ensinou o que é ter fé em momentos de dificuldade.

Muitas pessoas acreditam em Deus, mas não praticam seus ensinamentos quando passam a ganhar dinheiro ou tomam muitas responsabilidades. Muitas pessoas que mesmo crendo em Deus não frequentam uma igreja porque no fim de semana estão “exaustos” ou querem “passar um tempo descansando”, até mesmo usam desculpas mais “aceitáveis” como “ficar com a família”.

Não que não seja importante descansar e ficar nossa família, mas não deve ser desculpas para não exercermos nossa fé. Tenha em mente que as bênçãos de Deus não podem nos afastar do próprio Deus.

Quando tiver cheio de compromissos e coisas para cuidar, medite se isso não o faz se afastar de Deus. Caso perceba isso, refaça sua lista de prioridades e mantenha Deus no topo de sua lista.

O que lhe sufoca?

Com o decorrer da vida, assumimos mais e mais responsabilidades e a nossa fé é deixada de lado. O tempo para ler a Bíblia, fazer jejum, ou fazer uma simples oração (sem que seja para pedir algo), desaparece e não conseguimos realizar nada que fortaleça nossa fé.

Passamos a duvidar de nossas próprias experiências e duvidamos de todos, quando querem nos ensinar algo sobre o que é ter fé. Achamos que já sabemos muito e que não temos mais nada a aprender sobre este assunto.

Caímos na velha rotina. Em Marcos 8:22 lemos a história de um cego que foi curado pela saliva de Jesus. No fim, Jesus pede que a pessoa não volte à sua aldeia. Em outras palavras, podemos dizer que, após um encontro com o Salvador, não devemos voltar aos velhos caminhos. Como velhos caminhos, podemos entender, velhos amigos, velhas amizades, velhos hábitos, velhas festas, velhos programas de televisão, velhos gêneros de filmes, velhos estilos musicais. Enfim, antigos hábitos que em nada nos fazem compreender o que é ter fé.

Para alguns, a fé é sufocada por velhos hábitos, para outros, a fé é sufocada por vaidade, conhecimento, estudos. Não são poucos cristãos que abandonam a fé ao entrarem na faculdade. Isso porque são questionados por professores, filosofias e colegas de turma sobre o que é fé, e eles não conseguem responder. Neste caso, devemos lembrar do que Paulo escreve em 1 Coríntios 2, que a nossa fé não se baseia em razão humana, mas em poder. Afinal, o que é fé, se não crer no que não vemos, nem podemos comprovar. Cremos pela esperança, pela simples fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6).

Compreenda que precisamos alimentar nossa fé diariamente. Uma leitura, uma oração, uma palavra. A comunhão com outros cristãos também é de extrema importante para compreendermos o que é ter fé, pois é nesta troca de experiência e de informações com outros cristãos que fortalecemos nossa fé, tomamos conhecimentos de experiências de outras pessoas e alimentamos aquilo que acreditamos. Por isso, em Hebreus 10 somos orientados a não deixar de congregar “como o costume de alguns”, pois conviver com outras pessoas que acreditam na mesma coisa que nós nos ajuda a compreender o que é ter fé.

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