Mantendo nossa fidelidade com Deus 

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Faz parte da mente humana buscar por coisas novas, e nos apegar àquilo que achamos interessante, que ativa nossa curiosidade. Em nossa fé também é assim. Queremos aprender coisas novas, fazer novos estudos e colher informações que complementem nosso aprendizado sobre o cristianismo. Neste texto vamos ver como manter nossa fidelidade com Deus quando passamos a ser influenciados por tantas informações e orientações tão distintas. Aliás, até mesmo orientações otimistas precisam ser bem analisadas. Acontecimentos sobrenaturais ou inexplicáveis também precisam passar pelo nosso filtro para identificarmos aquilo que realmente fortalece nossa fé, separando daquilo que serve apenas de distração para o nosso dia a dia.

Um profeta bem importante na história de Israel foi Jeremias. Quando Nabucodonosor se levantou como rei da Babilônia, logo os israelitas ficaram em alerta. Como sempre aconteceu, os profetas começaram a profetizar que Israel deveria resistir e confiar que o Senhor os defenderia. No entanto, Jeremias pregava o contrário, Israel deveria se entregar. Algo impensável para um povo que servia o Senhor dos Exército. Quando este profeta se levantou para pregar a rendição, obviamente, foi tratado com um desertor e chegou a ir preso. Tudo isso porque ele pregava o contrário do que o povo queria ouvir. Aliás, para sermos honesto, pregava o contrário do que o povo estava acostumado a ouvir.

Orientações de Moisés 

Ao lermos Deuteronômio, vemos Moisés passando diversas instruções aos israelitas. No capítulo 12, mais para o final, lemos as orientações sobre adoração a Deus. No início do capítulo 13, Moisés nos alerta sobre os falsos profetas e nos adverte que mesmo alguns sinais e prodígios seriam “autorizados” pelo Eterno justamente para testar a fidelidade com Deus daquele povo. Os primeiros versículos são bem claros quanto a isso.

Se aparecer entre vocês um profeta ou alguém que faz predições por meio de sonhos e lhes anunciar um sinal miraculoso ou um prodígio, e se o sinal ou prodígio de que ele falou acontecer, e ele disser: “Vamos seguir outros deuses que vocês não conhecem e vamos adorá-los”, não deem ouvidos às palavras daquele profeta ou sonhador. O Senhor, o seu Deus, está pondo vocês à prova para ver se o amam de todo o coração e de toda a alma. Deuteronômio 13:1 a 3.

Israel estava entrando em um ponto crucial de sua história e Moisés deveria estar aflito pensando como o povo se comportaria após sua morte. As advertências sobre idolatria e falsos profetas são bem claras. Por isso, no versículo seguinte, Moisés complementa seu ensinamento sobre fidelidade com Deus de forma enfática.

Sigam somente o Senhor, o seu Deus, e temam a ele somente. Cumpram os seus mandamentos e obedeçam-lhe; sirvam-no e apeguem-se a ele. Deuteronômio 13:4

Sinais e maravilhas 

Trazendo este acontecimento para nossas vidas, podemos ver como o mundo nos oferece tantas distrações que podem nos fazer “esquecer” de nossa fé. Jesus passa a ser um objeto de decoração na vida das pessoas porque, em determinado momento de suas vidas, preferem focar outras coisas, como trabalho, dinheiro, viagens, casa nova etc. Em Êxodo 7:11 e 12 lemos que os mágicos do faraó também conseguiam realizar alguns truques. E nem por isso eram enviados do Senhor.

Muitas pessoas se apegam até mesmo às coisas boas que o Criador nos dá, a tal ponto de se apegarem mais aos presentes de Deus do que ao próprio Senhor. Podemos citar os dois principais motivos de “distração” nas famílias cristãs, os estudos teológicos e a própria família.

Quanto aos estudos, não é difícil conheceremos cristãos que começam a estudar muitos livros e começam a questionar pastores, criticar cantores gospel e começam a se colocar acima dos outros. Essas pessoas começam a ver todos como falsos profetas e passam a se preocupar mais com sua opinião e ponto vista, do que com o amor ao próximo e misericórdia. Nossa fidelidade com Deus é aplicada no exercício prático de nossa fé, e não apenas em leituras, como faziam os fariseus e saduceus, que estudavam muito e praticavam pouco.

Quanto à família em si, nossa análise é para pessoas que começam a “idolatrar” alguém de sua família como esposo, ou até um filho. Não queremos nos aprofundar neste assunto, para não entrar em polêmicas (este não o objetivo do texto e nem do site). Mas o que é observável nas igrejas evangélicas é quantas crianças nascem de um casamento cristão, mas ao chegar na adolescência e vida adulta, não seguem o cristianismo. Por quê? Os motivos são muitos, mas, para finalidade do tema, podemos dizer que um dos motivos é a idolatria que a família teve ao filho, a ponto de não corrigi-lo, de não querer obriga-lo a ir à igreja, sempre mais preocupados em serem vistos como pais “legais e liberais” do que em disciplinar.

As maravilhas de Deus em nossas vidas (emprego, casa, viagens, filho, carro) não podem nos distrair de nossa fidelidade com Deus.

Fidelidade 

Precisamos buscar fidelidade com Deus através da leitura bíblica e com muita oração. Precisamos confiar no Espírito Santo para que nosso coração não se dobre aos ídolos que estão em nossa volta. Precisamos pedir ao Espirito Santo que nos dê humildade e amor para não deixar que a religiosidade em nossa vida se torne mais importante que a prática da fé, a obediência ao Criador. Precisamos orar para estarmos sempre sensíveis à voz do Espírito de Deus e para que possamos discernir a vontade de Deus de nossa própria vontade, de nossos desejos pessoais.

Talvez, a melhor maneira de demonstrarmos nossa fidelidade com Deus é amando ao próximo, praticando a misericórdia, sendo cordial. Reforçamos que muitos deixam de lado sua fidelidade com Deus por coisas que até são boas, mas que não devem ser idolatradas, nem podem se sobressair à santidade do Senhor.

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