Origem dos dízimos e ofertas

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Uma das dúvidas mais frequentes em respeito aos evangélicos é “por que eles dão o dízimo?” Até mesmo os novos convertidos podem ter dúvidas a respeito desta rotina. Em outras religiões cristãs, como por exemplo a católica, o dízimo não é tratado da mesma forma. Por quê? E qual seria a diferença de dízimos e ofertas? Esperamos que este texto possa esclarecer algumas dúvidas sobre dízimos e ofertas. O objetivo deste texto não é explicar ou apontar o ponto de vista de outras religiões, ou de outros segmentos do cristianismo, mas sim focar na igreja evangélica, protestante.

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Oferta e dízimo

Vamos começar pelo começo, ou melhor, pelo mais fácil: a diferença de dízimos e ofertas. Se o dízimo corresponde a um décimo (10%), a oferta seria uma ‘contribuição livre’, como é feito pela igreja católica.

A oferta pode ser também considerada como uma contribuição destinada para um fim específico, como uma determinada reforma, ou para um missionário, para a realização de um evento e por aí vai. Se você, por exemplo, já deu o dízimo, mas na semana seguinte quer contribuir um pouco mais, isso pode ser considerado como oferta.

Quando começou

Antes de qualquer outro ensinamento religioso, como não roubar e não cobiçar, o dízimo foi o primeiro ato ‘religioso’. Ao ler o capítulo 14 de Gênesis, você percebe isso. Após uma batalha, Abrão é acolhido por um rei, Melquisedeque, e em agradecimento, lhe oferece o dízimo de tudo o que tinha.

No livro de Levíticos, que é um livro com as primeiras leis que formaram a comunidade judaica, existe outra escrita interessante. Entre elas, no capítulo 27, lê-se sobre dízimos e ofertas a partir do versículo 30.

Por fim, quando Israel virou uma nação, ficou decidido que uma determinada população, os ‘levitas’ (filhos de Levi) ficaria responsável pelos atos religiosos. Eles não se preocupariam em trabalhar no campo, no comércio ou em se envolver em batalhas. Viveriam apenas no templo organizando as atividades religiosas. Para manter esta gente, o resto da nação daria o dízimo, um décimo, de tudo o que tinha, assim, poderiam se sustentar. Praticamente é este o conceito de dízimo. O povo manter uma igreja e pessoas que possam cuidá-la.

Os dízimos e ofertas servem para ajudar a manter a instituição religiosa, no caso dos evangélicos, a igreja.

Dias atuais

Evidentemente, muita coisa mudou de lá para cá. Hoje, os dízimos e ofertas continuam sendo oferecidos para que uma determinada igreja seja mantida. Possa pagar suas contas de luz, água, impostos, funcionários, comprar equipamentos e, se possível, manter seu líder, para que possa viver dedicando-se à igreja. Claro que lobos em pele de cordeiro se aproveitam disso para “ganhar uma vida fácil”. Se cremos em um Senhor, cremos que esses aproveitadores serão desmascarados e temos a liberdade de mudar de igreja sempre que acharmos que “há algo de podre no reino da Dinamarca'”.

São com os dízimos e ofertas que muitas igrejas fazem trabalhos sociais, enviam missionários para locais ermos, mantém sites, rádios, canais de tv, entre outras coisas. E assim o dinheiro é administrado em prol de uma fé. Não há crime nisso, por mais que os céticos critiquem.

O que não pode ocorrer é transformar a fé em mercadoria, por isso, Jesus alvoroçou o templo. Alguns mercadores estavam vendendo itens religiosos com mais interesse em ganhar dinheiro do que em fortalecer a fé. Este fato pode ser lido no livro escrito por Mateus, no capitulo 21, e no livro de Marcos, capítulo 11.

Os dízimos e ofertas também envolvem motivos como gratidão, reconhecimento do trabalho da igreja ou desprendimento material.

Quem não crê até pode discordar da prática do dízimo, mas seu ensino é claro em toda a Bíblia, portanto, se desejamos seguir uma fé, que possamos entendê-la. Podem criticar, mas não podem dizer que dízimos e ofertas não está na bíblia.

O dízimo deve ser praticado por fé, boa vontade e livre arbítrio. Quem tem medo de ser amaldiçoado, ou quer dar o dízimo “para enriquecer” tem um ponto de vista distorcido. Assim como todos os ensinamentos cristãos, devemos seguir esta prática com livre consciência e até alegria. O próprio mestre, Jesus, criticou os religiosos da época que davam dízimos mas não tinham um coração piedoso, como relatado por Mateus (capítulo 23, versículo 23).

O dízimo dos crentes

Não devemos nos esquecer das questões espirituais que implicam nesta questão dos dízimos e ofertas. Talvez, o principal texto sobre o assunto foi escrito por Malaquias. Em seu livro, o último do antigo testamento, o capítulo 3 aborda o assunto de forma genial.

Dar o dízimo é seguir um ensinamento, é um sinal de obediência. Em Malaquias, capítulo 3 versículo 10, podemos ler claramente que trata-se de um ritual que deve ser mantido. É um sinal de fé, de confiar em Deus, no mesmo texto de Malaquias podemos ver que o Eterno abençoa os que praticam este ensinamento.

Seguir qualquer fé, qualquer religião, da boca para fora é fácil. A partir do momento que uma rotina de oferta é apresentada, muitos discordam e, em muitos casos, até desistem de seguir aquela religião, aquela fé.

Podemos entender que ser dizimista é confiar no Criador e que ele conhece nossa intenção de colaborar para que seus ensinamentos continuem a ser propagados e que concordamos com seus ensinamentos.

A partir do momento que você decide seguir uma fé cristã verdadeira, é importante entender que dar dízimos e ofertas faz parte de seu crescimento. Significa que você está se desprendendo do que aprendeu sua vida inteira para seguir uma nova postura de fé.

Não dizimar é pecado? É obrigatório?

Não é correto tratar o assunto como ser pecado ou não. É uma postura de fé e gratidão. Não encontramos nas Escrituras nenhum trecho que aponte o fato de não ofertar, ou dar o dízimo, como pecado. Normalmente, esta prática está associada a bênçãos e não a uma postura imposta ou obrigatória.

Não estamos falando de algo obrigatório, mas de uma recomendação para que você alcance um nível ainda mais elevado de conhecimento, prosperidade e experiências que fortaleçam sua fé.

Podemos comparar os dízimos e ofertas com jejum e oração. São práticas que só podem nos trazer benefícios, quando feitos de coração e não por ganância ou necessidade.

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