Palavra de Deus para jovens sobre manter a fé em Cristo 

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Quando trabalhamos com jovens e adolescentes, precisamos elaborar textos e estudos que sejam convidativos ao pensamento, à reflexão. Nesta palavra de Deus para jovens queremos que os jovens reflitam sobre o fundamento de sua fé. Fizemos um esboço de uma ministração, ou palestra, que você pode elaborar para levar aos adolescentes e jovens de sua igreja. Levando em consideração que muitos jovens e adolescentes se desviam do caminho porque começam a pensar em outras filosofias e começam a querer criar um senso crítico contra tudo e contra todos, acreditamos que é importante que aprendam a pensar também na fé cristã em sua essência, para que não se tornem meros acusadores, criando em si um “justiceiro” da fé, como vem se tornado popular com a expansão das redes sociais. 

Conforme crescemos, nossa natureza questionadora aflora e passamos a ser menos passíveis ao que ouvimos. O problema é que sem a devida orientação, muitos jovens passam a ver apenas os erros e começam a se achar justiceiros e donos da razão, achando problema em tudo e em todos, revoltando-se contra o cristianismo. O mesmo já acontecia nos tempos de Jesus e muitos começaram a distorcer o cristianismo pregado por Paulo por filosofias humanas e misturas de ideias e doutrinas. Um exemplo bem claro é o da igreja dos gálatas. Você pode iniciar a sua ministração da palavra de Deus para jovens com a leitura do seguinte texto. 

Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Gálatas 1:6,7 

Paulo tinha um cuidado especial com os gálatas, pois ele se preocupava com seu bem-estar espiritual e com seu aprendizado. Paulo precisava deixar isso bem claro, e vemos, por todo o livro de Gálatas, esse cuidado do apóstolo com os cristãos daquela região. A carta aos gálatas traz ensinamentos que eram fundamentais para o exercício da fé cristã genuína. Sua grande preocupação era diferenciar a antiga aliança com a nova e mostrar a esta comunidade que os costumes e tradições do judaísmo não eram necessários serem mantidos quando decidiam seguir a Cristo. A igreja dos gálatas não era judia, mas grega e alguns judeus convertidos achavam que quando alguém se tornava cristão precisava absorver os costumes judeus também, o que Paulo nega veemente nesta carta. 




Confusão de ideias 

Paulo explica que sua preocupação não era agradar homens, mas sim Deus. Em Gálatas 1:10 ele escreve – Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo. Paulo queria pregar o evangelho da forma mais clara e simples possível, mas como alguns judeus convertidos estavam infiltrando conceitos diferentes, o apóstolo achou melhor explicar bem claramente que o cristianismo não era uma linhagem (um braço) do judaísmo. De acordo com estes judeus, Paulo estava adaptando o evangelho para deixar mais atrativo para os gentios. É como se Paulo tivesse baixando “o nível” do cristianismo para aceitar tudo e todos.  

Este grupo de judeus convertidos queria que todos os cristãos, inclusive os gentios (não judeus) fossem mais parecidos com eles. Queriam implantar seus costumes, festas e tradições. Achavam que ao receber Jesus como salvador, os gentios deveriam se circuncidar e seguir as leis judias de Moisés. Queriam adaptar o evangelho ao judaísmo. Por isso, lemos em Gálatas Paulo explicando minunciosamente a diferença do judaísmo tradicional para o evangelho que ele pregava. 

Comece explicando isso, ao iniciar sua ministração desta palavra de Deus para jovens, para que eles percebam que desde aquela época era comum que as pessoas tentassem adaptar a fé à forma como queriam praticá-la. Ou seja, as pessoas até faziam as coisas certas, mas com a motivação errada e da forma errada. Muitas vezes, nós começamos a pensar da mesma forma. Começamos a relaxar na oração, na leitura bíblica, na participação da igreja. Tudo porque começamos a argumentar que “Não é bem assim. Eu acredito do meu jeito. Deus aceita como eu sou”. Não percebemos que começamos a forçar Deus aceitar as coisas da forma que nós achamos. Uma boa forma de exemplificar isso é lendo Lucas 18:9 a 14. Ao levar esta mensagem aos jovens, leia o trecho mencionado e depois faça uma análise da parábola. 

Depois de ler o trecho de Lucas, repare que os dois oravam, mas com intenções distintas. Orar é errado? Não. Portanto Jesus nos mostra que mesmo fazendo a coisa certa, se a motivação ou a forma de fazer for errada, estamos pecando. Muitos jovens deixam a igreja por vaidade de seus corações, achando que ninguém na igreja sabe tanto quanto ele, estão pregando um cristianismo errado, o pastor tem uma visão diferente. Colocam a culpa na igreja e nos líderes porque gostariam que as coisas fossem como ele acha que deveria ser. 

Único evangelho 

Queremos enfatizar nesta palavra de Deus para jovens que muitos deixam o cristianismo simplesmente porque passam a discordar e se acharem mais espertos, mais conhecedores da Palavra do que os outros. Depois começam a achar que os pastores são manipuladores, que os líderes são fracos etc. Começam a arrumar desculpas para seus erros. Paulo, vendo que os gálatas estavam sendo influenciados por pensamentos diferentes, escreveu de forma enfática. 

Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! Gálatas 1:9 

Devemos, em primeiro lugar, abrir espaço para o agir do Espírito Santo. Ao escrever aos efésios, Paulo deixa claro que a salvação vem pela graça e não por obras (Efésios 2:8 e 9). Sua motivação era deixar claro que o cumprimento do judaísmo não era necessário aos convertidos. Nossa salvação vem exclusivamente pela graça de Jesus, que levou sobre si todos os nossos pecados. 

Quando começamos a procurar em livros, ou na internet, argumentos para sustentar nossas vontades e desejos, estamos tentando adaptar o evangelho aos nossos moldes. Nossa única forma de praticar o evangelho é abrindo espaço par ao agir do Espírito Santo para que possamos compreender e praticar os ensinamentos de Cristo em nossa vida. Precisamos parar de querer ser “inovador, revolucionário” para mostrar que temos um conhecimento bíblico acima dos outros. Esta brecha da vaidade do conhecimento é uma porta pela qual muitos jovens estão se perdendo. Depois que entram em suas filosofias, começam a criticar cada vez mais a igrejas, passam a ser ovelhas sem pastor e ficam mais vulneráveis às tentações do mundo. 

O caminho do orgulho 

Quando os jovens passam a adaptar o evangelho ao que pensam, a primeira coisa que fazem é abandonar a igreja. Em seguida, procuram uma outra congregação com “visão mais parecida com a sua”, mas nunca ficam muito tempo, porque sua vaidade faz que sempre encontre defeitos aqui e ali. Depois, a culpa de seu isolamento recai sobre a igreja, dizem que a “igreja isso, a igreja aquilo, a igreja deveria fazer mas não faz”. São jovens que nunca fizeram nada pela igreja, mas gostam de criticar que a igreja não faz nada. Depois de tentarem frequentar duas ou três igrejas, esses jovens que tentam adaptar o evangelho à sua forma de pensar abandonam as igrejas de vez, e passam a viver “de internet”. Depois passam a frequentar baladas e festas, bebem socialmente. Enquanto isso, vomitam seus amargores com as igrejas e logo aderem ao ateísmo porque dizem que “ficou decepcionado com a igreja”. 

Este ciclo tem se repete em diversas igrejas pelo Brasil, por isso, ao falarmos da palavra de Deus para jovens precisamos enfatizar a pureza de nossos corações e a sensibilidade em procurar os defeitos em nós e não nos outros. 

Você pode terminar sua ministração da palavra de Deus para jovens lembrando da parábola do sementeiro. Mencione a semente que foi sufocada pelos prazeres desta vida, que para muitos é o prazer da vaidade, do orgulho, do poder, de se sentirem importantes, de se sentirem mais inteligentes que os outros. Estes prazeres afastam os jovens da eternidade; e tudo começa quando querem adaptar o evangelho aos seus pensamentos, como estava acontecendo com os cristãos em Gálatas. 

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