Palavra para jovens evangélicos sobre vulgaridade na mídia

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Nesta palavra para jovens evangélicos vamos abordar um assunto que muitos líderes se esquivam, mas que precisa ser tratado com seriedade, a gravidez na adolescência. Quando se fala em novelas, programas de auditório, canais de humor no Youtube, os pais mais zelosos logo se preocupam com o conteúdo destes programas. Por outro lado, pais liberais acham que não existe nenhuma relação dessas coisas com a gravidez na adolescência. No entanto, estatísticas mostram que a relação é direta. Se você tem a preocupação de evitar que sua filha se torne mãe adolescente, ou que seu filho seja pai antes de terminar os estudos, este texto pode ajudar você a compreender, de uma vez por todas, que o conteúdo acessado por seu filho nas mídias tem relação direta com o comportamento destes jovens em sua vida sexual. Por isso, um pai zeloso deve sim se preocupar com o que seu filho vê na televisão, ouve nas músicas ou acessa na internet.

Vamos tomar como principal fonte de nossa palavra para jovens evangélicos, um artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo no dia 13 de março de 2017 (se você tiver acesso a este jornal, recomendamos que procure pela reportagem). O texto é assinado pelo jornalista Carlos Aberto di Franco. Aliás, recomendamos que você, que é pai e se empenha de verdade em criar bem seus filhos, também leia o artigo “Maconha, glamorização e realidade”, deste mesmo jornalista publicado em 16 de janeiro de 2017. Por fim, um texto mais abrangente, que não é direcionado especificamente aos pais, mas que recomendado a todo cristão, foi publicado em 24 de outubro de 2016 com o título “Fundamentalismo e tolerância”.




Estatísticas 

Voltemos ao assunto central desta palavra para jovens evangélicos que é a relação entre a gravide na adolescência e a baixaria que toma conta do país em todas as suas esferas. De acordo com ao artigo publicado em 13 de março de 2017, em 2016 cerca de 21% das crianças nascidas naquele ano eram de pais adolescentes. Além disso, a maior causa da evasão escolar (desistência de continuar estudando) no Brasil é justamente a gravidez na adolescência. Aproximadamente 76% dessas mães adolescentes (que têm entre 10 e 17 anos) não frequentam a escola. E, para piorar, cerca de 58% das mães nesta faixa etária não estudam e nem trabalham. Outra estatística triste é em relação às adolescentes que acabam morrendo por consequências de complicações na gestação. Esse tipo de morte entre os adolescentes é a terceira mais comum do pais, atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios.

Para combater estes inúmeros problemas, o jornalista ressalta que combater a gravidez na adolescência não é questão de ser moralista ou puritano, mas sim uma questão de bom senso. Para os pais cristãos, queremos ressalta esse ponto, defender a virgindade de seu filho não é questão de “caretice” ou nem mesmo “fanatismo religioso”, mas é uma questão social e responsável. Lembre-se que a gravidez na adolescência não é prejudicial apenas aos jovens pais, mas a toda sociedade, que acaba arcando por mais uma gravidez sem planejamento. Envolve a Saúde Pública e Educação como um todo, pois a gravidez na adolescência superlota estes serviços já abarrotados e precários em nosso país.

Raiz do mal 

Muito se investe em preservativos e métodos de controle de natalidade, mas pouco se fala dos programas de televisão e conteúdos disponíveis na internet. No mencionado artigo, Carlos Alberto também ressalta que com acesso tão precoce a tanto conteúdo sexual, as consequências negativas na afetividade, emoções e parte psíquica dessas pessoas são previsíveis. No entanto, ninguém quer falar disso. Por isso, acreditamos ser uma importante palavra para jovens evangélicos. Inteligentemente, o autor do texto questiona se devemos oferecer tanta vulgaridade só porque existe demanda para isso. O que a mídia tem feito é justamente isso, aceita transmitir vulgaridade em qualquer situação bizarra porque isso traz público, em outras palavras, traz dinheiro.

O que precisamos trazer para a realidade do pai cristão é a importância de saber controlar o que nossos filhos estão vendo na televisão e em outras mídias como internet e através da música. Em um país onde praticamente todas as músicas de sucesso têm conotação sexual, e as principais personalidades estão sempre instigando a sexualidade e sensualidade do público, não podemos nos dar ao luxo de acreditar que esta sociedade é benéfica aos nossos filhos. Você pode até preparar uma outra palavra para jovens evangélicos falando somente sobre o comportamento atual dos jovens; vulgaridade, alcoolismo, banalidade do que é crime, desrespeito às autoridades etc.

Ter discernimento é fundamental, mas o problema é que muitos pais abdicam deste dever por “falta de tempo” ou preguiça; e entramos em um ciclo vicioso, pois quando muitos pais são adolescentes, eles também terão essa incapacidade de instruir seus filhos, que, por sua vez, estarão condenados a seguir a trajetória de seus pais e se tornar pai ou mãe antes de terminar o ensino médio. É uma bola de neve.

Reformular 

Para evitar a gravidez na adolescência precisamos investir em tempo e informação. Pense nisso ao preparar esta palavra para jovens evangélicos. Precisamos, como pais, ter tempo para acompanhar nossos filhos em suas rotinas, para realizar programações com eles (ir ao parque, ao shopping, estudar, ir ao mercado, ir comprar um livro, uma roupa, jogar futebol, vídeo game). É muito mais fácil delegar à televisão e ao computar / celular, a missão de ocupar o tempo de nossos filhos. Mas, claramente, essa “estratégia” não está funcionando para evitar a gravidez na adolescência. Precisamos reformular nossa agenda, redefinir nossas prioridades para conseguirmos oferecer aos nossos filhos as informações suficientes para que eles mesmo tenham a capacidade de evitar a gravidez na adolescência.

Precisamos repensar nosso conceito de entretenimento. Novelas, programas de auditórios, vídeos de humor (de gosto duvidoso) e danças e músicas sensuais não podem fazer parte da rotina de nossos adolescentes. Pra evitar que a gravidez na adolescência se torne uma bola de neve em nossa sociedade, e uma realidade em nossa família, precisamos nos dedicar mais a procurar entretenimento de conteúdo inteligente. Bons livros, documentários históricos, atividades gastronômicas, prática de esportes, estudos em família, passeios culturais, uso da internet para pesquisas e atividades práticas são alguns exemplos de como podemos usar as mídias com um propósito mais inteligente, que não apenas evitem a gravidez na adolescência, mas que nos ajude a edifica nossa casa sobre aquilo que é de boa fama.

Combater a gravidez na adolescência é mais que uma ação individual e familiar, deve ser encarado como uma luta social, pelo amadurecimento e desenvolvimento econômico de nossa sociedade. Não se desmotive pela incredulidade daqueles que não conseguem mudar o foco, a rotina, mas confie em quem renova suas forças toda manhã, peça sabedoria a Deus e Ele lhe dará.

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3 comentários

  • Brunno

    Bom dia Material Gospel! Sou um jovem de 18 anos e moro no estado do Rio Grande do Norte, não faz muito tempo que acompanho esse site mais estou gostando muito. Essa matéria é muito enriquecedor, bom para abrir os olhos dos pais cristãos e colocar em prática um cuidado a mais com os filhos. Não sou pai ainda mais essas informações posso guarda-las e já ficar preparar para quando ter um filho, gostei muito. Abraços e A Paz do Senhor!

    • Material Gospel

      Olá, bruno. Que bom que gostou. Gravidez na adolescência é sempre um assunto que devemos tratar com responsabilidade. Esperamos que volte sempre e recomende o site aos seus conhecidos. Abs!

  • Emanuela

    Graça e paz!

    Olá pessoal, equipe do material gospel.
    Também estou acompanhando vocês faz pouco.

    Entrei porque faz tempo que quero trabalhar com as adolescentes de minha congregação (na verdade comecei, somente tivemos um encontro) mas estive 5 meses fazendo curso de missões e tinha pouco contato com o grupo, agora tô de volta e tenho um receio de retomar pois parece que não tenho e não sou tão boa com a palavra.

    Não sei o que fazer!
    Então, preciso muito de dicas, idéias, informações, enfim, o que for necessário e possível para poder trabalhar com elas.

    Parece que estou deixando minha chama se apagar.
    E elas pediram que retomássemos, mas não sei como ordenar os estudos, oque seria prioridade para falar. Que sequência também!

    Preciso de vossa ajuda equipe.

    Deus vos abençoe pelo trabalho que tem feito.

    Obs: Infelizmente sobre o assunto em questão, esse ano 2 (irmãs solteiras, uma adolescente outra jovem) sobrinhas minhas engravidaram. Não quero passar o mesmo com minha família cristã.
    Minhas princesas “do Senhor”!!!

    Sou de Angola

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