Por que e como confessar pecados? 

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Um dos grandes desafios para o cristão é ter que confessar pecados. Para muitos essa ação deve envolver apenas o Senhor e o pecador, não necessariamente uma terceira pessoa. Neste texto vamos ver como é importante confessarmos nossos erros para não abrirmos portas para o que não deveríamos. Certamente não é nada fácil lidarmos com essa confissão. Quando oramos e pedimos perdão a Deus ainda não sentimos tanta vergonha, ou medo, quanto termos que confessar pecados para uma outra pessoa. Veremos que essa atitude pode nos levar a um outro nível de nossa fé, por isso, devemos seguir alguns passos simples para começarmos a perder este medo de revelar nossos pecados.

A vida do cristão tem dois grandes desafios para nossa fé, as tribulações e as tentações. Quando estamos passando por uma tribulação, momento de dificuldade, raramente não contamos isso a alguém. Na verdade, na maior parte dos casos, pedimos ajuda para alguém, nem que seja uma oração. Por outro lado, quando estamos pecamos, a tendência é o oposto, nos fechamos para outras pessoas e temos medo de que mais alguém fique sabendo de nossos pecados.  Ficamos na defensiva e evitamos tocar em qualquer assunto que possa nos levar a falar de nossos pecados. Chamamos esses erros de pecados ocultos, que são aqueles erros que ninguém sabe que cometemos.



Confesse seus pecados a outra pessoa 

Vamos tomar como base para este assunto, o seguinte texto:

Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Tiago 5:16

Este versículo traz interpretações diferentes. A mais aceita é que o apóstolo Tiago não está dizendo que devemos sair por aí mostrando nossos pecados a todos, sempre que errarmos, mas sim nos ensinando que devemos pedir perdão a quem nosso pecado afetou. Se ficamos com raiva de alguém, se mentimos, se traímos; devemos confessar pecados e essas pessoas, pedindo-lhe perdão, por isso, Tiago também fala de orarmos um pelo outro para sermos curados. Há no entanto, a visão que Tiago nos ensina a mantermos o hábito de confessar pecados a alguém que confiamos, para que esta pessoa nos ajude a nos libertar deste pecado. Para mim, ambas visões estão corretas e devemos praticar.

Quando cometemos um erro que afeta outra pessoa, o mais justo a se fazer é pedir perdão a esta pessoa. Nem sempre é fácil, principalmente quando sabemos que a outra pessoa vai se fazer de “eu tinha razão”, o que existe uma grande possibilidade de a outra pessoa não aceitar o perdão. Existem situações delicadas, que exigem muita oração, jejum e um bom direcionamento para agirmos corretamente. Em alguns casos achamos que confessar o pecado a outra pessoa, pode piorar a situação. Se, por exemplo, olhamos para uma mulher na rua; chegar em casa e falar isso à nossa esposa é uma boa ideia, ou só vai piorar o que não deveria gerar tanto problema? Se pensarmos que devemos sempre pedir perdão e confessar nossos pecados a outras pessoas, ficaremos mais atentos aos nossos erros, pois o medo de depois ter que confessar pecados pode nos ajudar a evita-los.

A grande dúvida seria; devemos confessar pecados que não prejudicam a ninguém além de nós mesmos, como fumar escondido ou ver pornografia? Se não queremos confessar esses pecados, ninguém poderá nos ajudar. A tentativa de esconde-los só tende a nos deixar acomodados com a situação. A vergonha de expor nossas fraquezas faz que nenhuma outra pessoa nos ajude.

A rotina de confessar

Como lemos no versículo de Tiago 5:16, a confissão de pecados nos traz cura, pois quando decidimos confessar nossos pecados, estamos tomando uma atitude de fé, pois estamos entregando a Deus nossa fraqueza e ainda estamos nos colocando em situação de humildade. Quando adquirimos o hábito de confessar pecados, passamos a encará-los de outra forma. O Espírito de Deus nos fortalece nesta batalha e passamos a encarar as tentações com mais firmeza, pois teremos o prazer de contar a outra pessoa que vencemos a tentação.

  • A rotina de confessar pecados também nos torna mais humildes, pois se sabemos que todos os dias pecamos, quando vemos alguém caindo em pecado nossa reação será em ajudar e não a criticar e julgar.

Uma outra questão sobre confessar nossos pecados a outras pessoas é; como confessaremos todos os nossos pecados? Nossa vida seria um confessionário, o mundo não teria outro assunto, se todos resolvessem fazer o mesmo. Alguns pequenos erros até passam desapercebido. Não seria viável passar o dia confessando pecados. Como o livro de Eclesiastes nos adverte, o equilíbrio é a nossa chave.

Para alguns é mais fácil começar a confessar os pequenos pecados, para, aos poucos ir tomando coragem para chegar aos pecados que sente mais vergonha de confessar. Para outros, confessar logo os “mais graves” é como arrancar o Band Aid de uma vez, sem cerimônias. Seja qual for sua postura, comece o hábito de conversar com outras pessoas sobre pecados e tentações.

Sabemos que não existe “pecadinho e pecadão”, mas focar os pecados “mais graves” é fundamental para mantermos nossa fé. Quando adquirimos essa maturidade de encarar os pecados, confessando-os a outras pessoas, estamos aceitando que a Palavra de Deus tem poder para nos curar.

A quem confessar

Queremos incentivar o leitor a manter uma rotina de confessar pecados. Por isso, vamos concluir este assunto falando sobre as pessoas a quem podemos confidenciar nossas batalhas da carne.

Para mim, a pessoa mais indicada é sempre alguém da família; o marido, a esposa, os pais. Caso o parente mais próximo não seja cristão, recomendo a liderança direta da igreja. Ainda que tenhamos confiança em irmão da fé, a liderança é sempre nossa referência de autoridade espiritual.

Posso testemunhar que desde que passei a adotar essa postura de confessar pecados, minha vida espiritual amadureceu, posso mergulhar em águas mais profundas, o amor do Pai ganhou ainda mais sentido para mim. Percebi que realmente somos curados ao confessar pecados.

Ore, peça ajuda a Deus e tenha em seu coração este desejo de confessar pecados para ser curado.

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