Frutos do espírito no adolescente: domínio próprio 

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Concluindo nossa série de estudos para adolescentes e jovens evangélicos sobre os frutos do espírito, neste texto abordaremos o domínio próprio. Falar de adolescentes e domínio próprio parece que não combina, não é verdade? Quando falamos de adolescentes, a imagem que nos vem à cabeça é de hormônios descontrolados, explosão de sentimentos, desequilíbrio nas ações, crianças crescidas e muitas outras coisas do tipo. A transformação de vida é normal, as mudanças fazem parte do ser humano. Essas mudanças nos trazem dúvidas, questionamentos, raiva e outros sentimentos aflorados. E muitos adultos, e os próprios adolescentes, não sabem ao certo como lidar com tudo isso, mas quando lemos sobre os frutos do Espírito, em Gálatas 5, vemos que a decisão em seguir o cristianismo molda o nosso caráter. O homem velho morre. Mesmo um adolescente, e até uma criança, tem um velho homem, pois não se trata de o quão velhos somos, mas sim de sermos descendentes de Adão, ou seja, temos uma natureza caída, em pecado, que nos leva a pensamentos e atitudes incorretos; e lutar contra este velho homem é difícil, e só podemos fazer isto quando buscamos uma vida em santidade.

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O que é domínio próprio

Quando decidimos seguir o modelo cristão de vida, estamos tomando um passo para deixar andemos por nosso puro instinto, mas sim segundo as características dos frutos do espírito. O que nos diferencia dos outros animais é a capacidade de raciocínio, de planejar, antever e fazer previsões. Raciocinar, para o cristão, também deve ser levado à vida espiritual. Devemos pensar em santidade, ganhar vidas, ser exemplo, adorar e outras coisas. Podemos dizer que o domínio próprio é uma espécie de raciocínio espiritual, seria planejar e prever o que pode acontecer em nossa vida espiritual de acordo com nossas ações.

O mundo nos leva a agir de modo impulsivo, nos ensina que temos que responder aos nossos instintos; fazer sexo sempre que tivermos vontade, “explodir” de raiva de vez em quando faz bem para o coração, quem não se diverte não vive e por aí vai.

Mesmo de uma forma não cristã podemos ver que trata-se apenas de responder aos impulsos, como os animais, sem raciocínio.

O domínio próprio é o fruto do espírito que nos leva a pensar preocupados com nossa vida espiritual. Paulo abriu mão de suas próprias vontades para servir a Deus, 1 Coríntios 9:26 e 27. O domínio próprio é um claro sinal do agir do Espírito Santo em nossas vidas, pois é através do domínio próprio que pensamos mais nas coisas espirituais do que nas carnais.

Exemplos de domínio próprio

Quando nossos colegas nos zombam porque somos crentes e mesmo assim a gente decide não responder, não ter raiva, mas pena, estamos dominando nossas emoções carnais. Quando Jesus foi levado à cruz pediu ao Pai que perdoasse aquele multidão, pois não sabiam o que faziam. Mesmo pessoas que questionam e zombam de nossa fé não devem ser tratadas com desrespeito ou ofensas, mesmo porque nossa luta não é contra carne ou sangue.

Imagine uma amiga sua que fala pelos cotovelos, ninguém suporta. Agora imagine que você está numa roda com outras meninas, que começam a zombar desta que fala muito. Nosso impulso nos leva a participar da “brincadeira” e começar a escarnecer também. Quando somos levados a agir com domínio próprio, nossa atitude é não concordar com aquilo, saindo da roda ou até repreendendo nossas amigas.

A maioria dos adolescentes adora uma festa, uma reunião com os amigos. Parece que não comparecer às festas é o fim do mundo. Recusar convites para sair e preferir ficar com a família, para quem gosta de vida social, é uma grande demonstração de domínio próprio.

Quantas horas por dia um adolescente comum passa na internet? Esta pergunta é difícil de responder. Seria mais fácil se houvesse um limite. Abrir mão da internet para fazer outras coisas, como estudar, ler ou arrumar a casa também é um bom exemplo de domínio próprio na vida de um adolescente.

O que falar de sexo então? Os adolescentes estão começando a descobrir que o sexo oposto não é nojento, pelo contrário, é uma tentação. O domínio próprio nesta área é, para a maioria dos meninos pelo menos, a grade batalha de suas vidas. Deixar o domínio próprio prevalecer sobre suas vidas significa evitar olhares na rua, na internet e pensamentos sexuais. Claro que não é fácil, mas isso é o domínio próprio, a verdadeira batalha entre carne e espírito. Para as meninas, a grande tarefa nesta área é escolher bem suas roupas e ter domínio sobre as fotos que tira e compartilha nas redes sociais. Se o desejo de ter uma relação nas meninas não é tão grande como nos meninos (já não sei se isso ainda é verdade), certamente o desejo de “se amostrar” é o grande desafio para as meninas cristãs de hoje em dia.

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Como vencer a carne

Vencer a carne, apresentar domínio próprio, não é, evidentemente, tão fácil. Na verdade é uma luta que travamos para o resto de nossas vidas. Ainda que as tentações e situações mudem, nunca viveremos sem precisar exercitar o domínio próprio. Seja numa discussão em casa, na fila do banco, no trabalho, na faculdade, mesmo sozinhos, nossos sentimentos sempre nos levam a pecar, pois a nossa natureza é pecadora. O que pode nos fazer vencer esta batalha é a constante busca pelos frutos do espírito.

Quando nos esforçamos para seguir uma vida justa, santa, aprendemos a lidar com as adversidades, tentações e tribulações. O adolescente deve ser compreender que pelo resto de sua vida terá que demonstrar seu caráter realmente cristão, quando uma tentação é vencida, outra vem; quando uma batalha termina, outra começa. O que nos motiva a continuar é a esperança de nossa salvação. Por isso, Paulo nos compara a atletas, em 1 Coríntios 9:24; pois o esforço para seguir o cristianismo é grande, mas certamente o prêmio é maior do que podemos imaginar.


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