Palavra para jovens sobre vencer os desafios 

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Atualmente, muitas igrejas cristãs perdem a oportunidade de mostrar seu apoio aos jovens e adolescentes porque raramente pensam em levar uma palavra para jovens sobre depressão e angústia, por exemplo. A depressão na adolescência é algo que não podemos deixar de lado, e já tem se tornado objeto de estudo de muitos especialistas ao redor do mundo. O problema é que muitos adultos encaram o problema de forma superficial e menosprezam esta questão, deixando de lado uma oportunidade para influenciar e orientar bem os jovens, que estão passando por um momento delicado na vida, cheios de incertezas, sonhos e sentimentos aflorados. Todos nós passamos por este período de tribulação, o problema é que, com o passar do tempo, acreditamos que encaramos bem o desafio, que fomos melhores que os outros e que o adolescente não tem razões para se preocupar. Eis uma ótima oportunidade de levar à sua igreja uma palavra para jovens sobre os desafios desta fase da vida

Tratar o assunto com desdém é o primeiro passo para fracassar com os adolescentes evangélicos. Só podemos encarar e vencer os desafios quando aceitamos que eles existem. Preocupados com os problemas encarados nesta faixa etária, especialistas norte-americanos realizaram uma pesquisa nacional e levantaram que a depressão na adolescência atinge mais de 11% desses jovens. No Brasil não há pesquisas neste sentido. O maior desafio de familiares, líderes e professores é compreender até que ponto as reclamações e mudança de comportamento são naturais ou se podem apontar um desvio emocional, que pode levar à depressão, e, em alguns casos mais extremos, a atos impensados como suicídio ou assassinato em massa. Os dados deste texto foram retirados de matéria publicada no jornal Folha de São Paulo no dia 14 de março de 2017, com o título “Desajuste além da conta”.

Preocupados apenas em abordar assuntos bíblicos, muitas vezes esquecemos de levar uma palavra para jovens sobre seus sentimentos, medos e desejos. Falar sobre depressão na adolescência pode ser uma ótima maneira de firmar a fé deles, assim como evangelizar jovens e adolescentes que passam por este problema.




Comportamento 

Se você é líder de um grupo de jovens e adolescentes em uma igreja, você precisa levar este assunto com muita naturalidade e maturidade. Em primeira instância dificilmente uma pessoa reconhece que está passando por problemas, ou que está com depressão; algumas vezes por medo, outras por vergonha, e muitas vezes porque a própria pessoa não se enxerga com problemas, principalmente o adolescente que está se conhecendo e sentindo muitas sensações pela primeira vez na vida. Não se pode tratar os desafios da adolescência como algo sem importância, ou que “serão resolvidos com o tempo”, pois é com este pensamento que muitos pais perdem seus filhos para as drogas, alcoolismo, vida sem objetivo, amargura etc.

Em geral, pais e os próprios adolescentes devem ficar atentos para saberem distinguir atitudes típicas da fase com possíveis sinais de problemas. Vontade de ficar isolado, irritabilidade, agressividade e desânimo são os principais pontos a serem analisados. Se estes comportamentos se prolongarem por meses, o adolescente pode estar precisando de ajuda. Agora quando essa situação dura alguns dias e até mesmo algumas semanas, podemos dizer que a questão é aceitável e compreensível. Se você é líder de um grupo de jovens ou adolescentes, comente sobre estes aspectos para que eles mesmos possam se auto avaliar; e recomende que sempre procurem ajuda para conversarem e se abrirem sobre os motivos que o estão deixando deprimido, raivoso ou desanimados.

Ao falar deste assunto, de repente, você pode ver se os próprios participantes querem dar alguma ideia de uma palavra para jovens na próxima reunião.

Em geral, os problemas mais comuns relatados na adolescência são:

  • Imagem corporal; mudanças bruscas no corpo, insatisfação com sua imagem, busca de uma identidade (por isso sempre copiam um ídolo em seu estilo de vestir, no corte de cabelo etc.).
  • Incertezas do futuro; cobranças pela profissão, incertezas financeiras, dificuldades na família, problemas de relacionamento..
  • Cobranças; a obrigação de ir bem na escola, escolher uma profissão, abandonar atitudes infantis, assumir responsabilidades.
  • Vida social; desentendimentos com outros adolescentes, brigas, necessidade de se auto afirmar, namoro e paquera, necessidade de se desvincular dos pais (para não serem vistos como crianças).

Aliás, de acordo com a pesquisa comentada, as meninas costumam apresentar sintomas de depressão antes dos meninos, quando começam a ter seu ciclo menstrual.

Um bom versículo a ser usado é:

“Filhinhos, eu lhes escrevi porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno”. 1 João 2:14

Repare que na parte que fala dos jovens, o autor da carta traz uma mensagem de ânimo e força, destacando a fé deles.

Faça e não faça

Na matéria da Folha, mencionada no início do texto, uma especialista recomenda que os adolescentes não sejam pressionados a terem que falar tudo. Isso pode gerar efeito contrário, deixando-os ainda mais desanimado e com raiva. Além disso, podem sentir que estão levando problemas para sua família. A recomendação é que os jovens se sintam confiantes ao conversar sobre seus problemas, por isso, é sempre bom deixar claro que você (pai ou líder) está disposto a conversar com ele como que quando for possível; se o adolescente não se sentir confortável para falar de seus problemas naquele exato momento, ele pode ter um tempo para refletir. Uma boa recomendação e incentivá-los a escrever, pois quando escrevemos pensamos melhor nas palavras, podemos apagar quando relemos o texto e vamos modificando a escrita para deixar de uma forma que leitor possa nos ajudar sem invadir nossa privacidade.

Vamos ter como exemplo para esta palavra para jovens o primeiro homem criado por Deus, Adão. Após cometer o erro, tentou esconder-se, por medo, ou vergonha. Muitas vezes o adolescente age da mesma forma, esconde seus sentimentos e, principalmente, seus erros. Devemos lembrar que o cristão deve confessar seus pecados para ser curado (Tiago 5:16). Devemos criar no adolescente o hábito de confessar seus pecados; ou seja, conversar com alguém que lhe ajude a superar suas tentações e vencer tribulações. Se, ao confessar um pecado, o jovem encontra apenas acusações do tipo “você vai pro inferno”, ele não vai se sentir encorajado a repetir essa conversa. Agora, se a atitude do líder for de encorajamento para encarar e vencer o pecado, isso trará não apenas renovo, mas segurança para futuras conversas. Por isso, quando um jovem se abrir sobre seus medos, suas vergonhas, o melhor a fazer é demonstrar que nós também temos nossas fraquezas e nossos pecados, mas lutamos para vencê-los. Mostre como você luta contra o pecado, converse sobre como é importante vocês se ajudarem. O problema é que muitos líderes se comportam como perfeitos e intimidam seus jovens a obterem uma conversa franca.

Controlando as emoções

O grande turbilhão de emoções e sentimentos da fase da adolescência leva muitos jovens à ansiedade, vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, de resolver logo seus problemas. Essa ansiedade e falta de controle sobre seus sentimentos é o que leva muitos adolescentes a reagirem de forma errada, como sexo antes do casamento, consumo de cigarro e álcool, vida noturna. Tudo porque não consegue praticar o domínio próprio. O adolescente cristão nunca deve se esquecer que o domínio próprio é um fruto do Espírito. E o domínio próprio não se revela apenas na parte sexual, mas na ira, na raiva, na vontade de ser aceito pelos amigos, na vontade de resolver os problemas, na ansiedade, no medo.

Ao levar essa palavra para jovens de sua igreja, tente realizar uma conversa franca sobre como se sentem quando são vistos como cristãos. Quais são seus medos e vergonhas de serem rotulados como evangélico.

Quando deixamos as emoções se juntarem com nossa fé cristã, o resultado não é nada bom. Quando misturamos o santo com o profano, estamos abrindo mão de nossa fé, da santidade. Se achamos que não tem nada mal em beber uma cervejinha, dar uns beijos (ficar com outras pessoas), ver imagens sensuais na internet ou ver programas que satirizam o que é correto estamos abrindo brecha para que cada vez mais o profano entre em nossa vida. Aos poucos, o que é santo vai sendo deixado de lado, até ser visto como careta, exagero ou fanatismo. É assim que, infelizmente, muitos adolescentes cristãos lidam com suas dúvidas, não conseguindo vencer a tentação de ser aceito pelos amigos do mundo.

Finalize sua palavra para jovens enfatizando que, para encarar e vencer os desafios na adolescência, o jovem precisa conversar, expressar seus sentimentos, suas aflições, seus desejos, seus medos e tentações. Quando o adolescente o peito para receber uma orientação adequada, está abrindo espaço para ser orientado, guiado e disciplinado para crescer um adulto saudável e com futuro seguro e bem definido pela frente. Portanto, uma grande chave para superar os obstáculos desta fase da vida é a conversa franca e sincera, como os próprios especialistas recomendam.

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